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DILÚCULOS
Durval Baranowske
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Baranowske in Miami
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Books “the Window” on Paper in English.
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Lançamento do livro À Janela em Vitória-ES
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The Ciry
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Livre de Durval Baranowske
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j' ai le plaisir de vous annoncer mon nouveau livre
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Viajar e Peregrinar
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Apresentação de À Janela. Palácio das Artes. Belo Horizonte.
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Lançamento em BH. https://fcs.mg.gov.br/eventos/lancamento-do-livro-a-janela-de-durval-baranowske/
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Em Oficina Cultural de Uberlândia
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O novo livro de Durval Baranowske
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Conheça o mais novo livro de Durval Baranowske
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Dilúculos "Pregadores de Mercado" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Pregadores de Mercado A cultura evangélica que está sendo plantada através do Brasil para o mundo, longe de ser uma educação, aproxima-se de um comércio, seus pregadores falam e ensinam coisas de seu maior interesse ou para agradar aos fanáticos a quem se dirigem; ou para agradar os grandes, assim como o vendedor procura agradar seus clientes. Variando muito os discursos que devem distanciar-se de suas consciências, os pregadores hodiernos cumprem em unificar por igual a linguagem da religião com a linguagem do mercado, que chega a dizer da mesma coisa que esta ora é de Deus e ora é de Satanás. Estes auditores, sem talento inventivo, comunicam, sem nem uma pureza, certos erros morais e interesses económicos. Tenho visto certas pessoas invejarem essas habilidades, sem perceberem que dessa reputação não se tira nem um proveito. Em verdade, em todas as culturas já existentes, fazer da religião um comércio era um vício odioso. Pois acreditavam que somente pela palavra é que somos homens e nos entendemos. E usar das palavras da Religião, em nome de Deus, para enganar era para os Incas, Vikings, Hebreus e Maias um erro e uma falta de respeito cujo castigo era a pena de morte. Sem mais detalhes, se esses nossos líderes religiosos compreendessem o horror e o alcance maléfico da pregação mentirosa, contra ela pediriam o suplício da língua que, com menor razão, eles aplicam a outros membros de nosso corpo por outros pecados. A religião de mercado deveria ser combatida desde cedo, pois as crianças de hoje com ela crescem e se desenvolvem e será bem difícil extirpá-la quando esse vício se transformar em hábito. Parece, portanto, que nos dias de hoje, na sua maioria, pastores e padres, erradamente, compreendem a sociedade em que vivemos como um vasto mercado religioso. Mas já assim, sobre os pregadores modernos, penso que este tipo de religiosos, muito perigosos, acabarão jogando os cristãos e o cristianismo em pântanos. Mas, que conclusão devemos tirar de tudo isso? Que padres e pastores são homens monstruosos e perniciosos? A verdade é que não, além desses gentios que se dizem pais e pastores, vários outros, de mesmo nome, céticos dessa moda, adiam o seu juízo a respeito disso tudo e esperam momento propício para persuadir-nos do que trazem nos seus corações. Estes homens, cavaleiros do Evangelho, autênticos cristãos, estão calados. Mas, POR QUÊ?
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Dilúculos "A mentira" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - A mentira Um jovem filósofo Russo quis conhecer a verdade. E no longo trajeto que a verdade nos impõe a descobri-la, ele descobriu onde a verdade morava e deu início à sua jornada. Atravessou mares, montanhas, cachoeiras, pântanos e desertos, florestas e abismos. Gastou todo o seu dinheiro, conheceu homens notáveis e, por fim, chegou até uma cabana que se situava numa floresta negra, bem longe do convívio humano. Quando o jovem filósofo adentrou na cabana de palha, deparou-se com uma mulher desfigurada, velha, corcunda e leprosa. O jovem a interrogou: “És tu a verdade?” Ela respondeu: “Sou eu mesma! Na antiguidade eu fui a sabedoria, na idade média a fé, na modernidade o conhecimento e agora, eu sou a beleza”. E o jovem voltou entristecido para a Rússia, pois descobrira na feiura daquela que se dizia beldade, o rosto da mentira que se dizia verdade.
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Livro "A Janela"
Apresentação do livro "A Janela" de Durval Baranowske Coquetel de lançamento dia 10 de junho de 2022 às 19h na Oficina cultural na Praça Clarimundo Carneiro, 204 - Centro em Uberlândia/MG Confirme presença pelo 34 3255-8049 (whatsapp)
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Dilúculos "Comunicação" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Comunicação Segundo alguns relatos, os primeiros homens viveram como animais, sem roupas e casas, em cavernas e buracos. Não tinham nenhuma idéia de combinar entre si, mas se dispersavam em busca de alimento campestre onde quer que este se lhe oferecesse. Às vezes, valiam-se até mesmo do canibalismo. Morriam em grandes números, de frio, de doenças causadas pela crueza de sua dieta, e por ataques de feras selvagens. Ao longo, suas durezas lhes impuseram a necessidade de se combinarem para a sobrevivência, e com a necessidade de comunicação lógica aprenderam pouco a pouco a converter seus gritos inarticulados em fala. E foi assim que surgiu a comunicação entre os humanos. Hodiernamente, a comunicação se dá em vários níveis, mas o principal deles ainda diz respeito aos bons costumes de cumprimentos e gestos de educação. “O homem pode viver solitário de dois modos. Primeiro, quase não suportando a sociedade humana, por frieza de alma. E isto é bestial. Segundo, por dedicar-se totalmente às coisas divinas. E isto é superior ao homem. É ser Deus: aquele que não se comunica com os outros ou é uma fera ou é um deus, ou seja, não é humano. Portanto, a você que nos ouve... cumprimente o próximo e seja gentil, pois você é humano. Santo Tomás de Aquino In: Suma Teológica.
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Dilúculos "Conflito" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Conflito Ao ver uma galinha e uma águia, percebe-se um conflito, onde se vê confrontar duas dimensões fundamentais da existência humana. A dimensão do enraizamento, do cotidiano, do prosaico, do limitado: símbolo da galinha. Se contrasta, em nossa vida, com a dimensão da abertura, do desejo, do poético, do ilimitado: o símbolo da águia. Um teólogo adverte que cada um de nós hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. O conflito, por assim dizer, se esboça no desejo humano de apesar das prisões, ganhar asas de águia, saltar às alturas, e ser heróis de nossa própria saga. “Vi todas as emboscadas do inimigo estendidas sobre a terra e disse gemendo: quem, pois, passa além destas armadilhas? E ouvi uma voz me responder: a humanidade”. Santo Antão In: Mensagens dos Santos.
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Dilúculos "A Páscoa" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - A Páscoa Primavera do ano 31. A grande Festa da Páscoa está próxima. Nela, Israel recorda, em gratidão, a força e a fidelidade de seu Deus. Escravos em terra estranha ou perdidos no deserto, os filhos de Abraão, entre sonhos e sofrimentos, experimentaram que Deus jamais abandona os seus. Esta é agora a última esperança de Jesus. Todo o resto, a essa altura dos fatos, são escombros. E aí residem as razões de sua espera, por três dias num túmulo novo, em Jerusalém. É em Deus e em sua fidelidade e não nos homens e em suas instituições que Jesus confiou a sua esperança. Para Jesus, o grande profeta da Galileia, Deus é confiável, pois Deus lhe era infinitamente próximo, também agora, em sua solidão e silêncio abismal. Nas sombras, é a Deus que Jesus se agarra, em intermináveis horas. Da mansão dos mortos, Jesus sabe que Deus nada fará à revelia das leis e da natureza, antes estará a seu lado, morrendo ou vivendo com ele. Então, a beleza acontece. Um barulho desperta os adormecidos nos ermos da morte. Uma paz invade a terra, jubilo e Glória. Pureza e Mansidão ressurgem porque foi chamado das profundezas aquele que fora imolado sem pecado... E veio a nós o Reino de Deus. O Reino dos Céus absolutos e insondáveis. E a Páscoa de Jesus acontece. Ironicamente, em forma de "revificação". Mutatis mutandis. E o encantamento acontece: a Páscoa.
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Dilúculos "Os últimos dias Dele" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Os últimos dias dele
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Dilúculos "Esperança" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Esperança Um jovem revolucionário foi preso por defender os direitos dos negros em seu país. O cárcere foi seu grande inimigo nos vinte anos de retenção. No tempo em que esteve preso, ele nunca se debateu, nunca chorou, nunca desistiu de sair da prisão e viver seus ideais. Mas poucos dias antes da anistia concedida aos presos políticos e de ele ganhar a liberdade, o homem pensou em se matar. Perseverando na esperança, foi posto em liberdade. Na cela onde passou vinte anos, ele escreveu acima da porta: “A hora mais escura é sempre a que precede o nascer do sol”. “Quanto maior a esperança, tanto maior a união com Deus, porque em relação a Deus, quanto mais se espera, tanto mais se alcança. E mais espera quem mais despojado está”. São João da Cruz In: Obras Completas.
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Dilúculos "A humanidade" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos "A humanidade" Ontem o ser humano regia-se pelo cosmos, a pouco o ser humano avançou na sua reflexão e concluiu que nem sempre a natureza nos inspira leis e desejos. Hodiernamente, o ser humano exagerou na sua autonomia, violentou a natureza e seus princípios. Na noite escura do ser humano, recebemos uma triste notícia: o ser humano morreu. Com a morte da humanidade, zumbis sem ética ocupam o mundo, vagando num corpo animal, sem alma, sem imaginação, mas apesar disso, o planeta terra, modificado em extremos, continua sua viagem pelo Universo. Quem matou o ser humano foi o próprio homem. E o calendário Maia, os Canais de TV, o cinema e os profetas de então dizem que o mundo vai acabar em 2022. Talvez acabe o mundo dos homens. Pois este é o único mundo que pode acabar, mas de uma coisa não temos dúvidas: A humanidade já acabou faz muito tempo!
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Dilúculos "Guarda Chuvas" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Guarda Chuvas Ao chegar a casa, olhando de frente para o dito artefato, lembrei-me que já na minha infância o chapéu de chuva era considerado um objeto para os velhos. Meu pai nunca usou. Isso era coisa para o meu avô, que com ele saia todos os dias, fizesse chuva ou fizesse sol. Há em nós um certo orgulho quando se herda um hábito dos nossos avós. Mas, parecer mais velho do que já somos não soa bem para ninguém. Ainda mais que o guarda chuva está intimamente relacionado com os funerais, onde em procissão, como cogumelos ambulantes, são inseparáveis acompanhantes de defuntos. Certa vez, ao acompanhar um funeral, estando a segurar um guarda chuvas, escorreguei e cai dentro da cova do morto. O episódio, de tão extraordinário, fez a viúva sorrir. Outro dia, porém, o vento fez-se sentir forte e choveu muito. E precisei do meu guarda chuva que comprei da Tubal Vilela, um artefato não muito caro também não muito barato. Quando cheguei no meu destino estava com ele. Quando voltei para a casa, já não sabia onde ele estava. O facto é que os guarda chuvas sempre tiveram o costume de se perderem, de sumirem, de se esconderem para nunca mais serem encontrados. Eles, na verdade, não têm donos. Como os amigos inteligentes, os guarda chuvas só são fiéis aos que se orgulham deles. Quanto aos indecisos, como eu, fogem na primeira distração. Pense nisso
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Dilúculos "Paciência" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Paciência Um Rei guerreiro passou dez anos fora de sua pátria. Quando estava pronto para voltar, próximo de casa, um mensageiro fiel lhe disse que o reino estava às avessas, mas não sabia por qual motivo. Então ele pensou que o povo havia instituído uma democracia na sua ausência. A raiva lhe subiu às veias de guerreiro, mas sua cabeça de Rei teve paciência. Ele entrou no país, se vestiu de mendigo e observou o que se passava no reino. Em um ano de observações, percebeu que seus ministros haviam se corrompido, seus amigos o haviam traído, seu exército se tornado mercenário e seus herdeiros faziam mau uso do trono. Por outro lado, o povo lhe permanecia fiel. E o Rei, pacientemente visitou cada família. Por fim, convocou uma reunião com o povo, que o reconheceu e lhe devolveu o poder, destituindo do trono àqueles que o esperavam com astúcia para lhe tirar a vida e ocupar seu lugar. "Não há lugar para a sabedoria onde não há paciência". Santo Agostinho de Hipona In: Sermões. "A força da paciência ajeita tantas coisas". São João Bosco
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Dilúculos "O sermão da Montanha" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - O sermão da Montanha Um dos monges de um mestre oriental visitou a universidade em Tokyo. Quando ele retornou, perguntou ao mestre se ele jamais tinha lido a escritura Cristã. - Não! – Replicou o mestre dessa terra longínqua. - Por favor, leia algo dela para mim. O monge abriu a Bíblia no Sermão da Montanha em São Mateus, e começou a ler. Após a leitura das palavras de Cristo sobre os lírios no campo, ele parou. O Mestre ficou em silêncio por muito tempo. - Quem quer que proferiu estas palavras é um ser iluminado. O que você leu para mim é a essência de tudo o que eu tenho tentando ensinar a vocês aqui. “É duplo o proveito que tiramos da leitura dos Evangelhos: ilumina nossa inteligência e, afastando-nos das vaidades do mundo, leva-nos ao amor de Deus”. Santo Isidoro de Sevilha In: Escritos.
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Dilúculos "O Filho" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - O Filho O filho sábio ama a correção do pai, mas o insolente não escuta a repreensão. O homem saboreará o fruto de sua boca, mas o desejo dos traidores é a violência. Quem refreia a boca guarda sua vida, mas quem solta os lábios arruína-se. O preguiçoso ambiciona, mas seu desejo é vão, o desejo dos diligentes, porém, será satisfeito. O justo abomina a palavra falsa, mas o ímpio é causa de vergonha e ignomínia. A justiça protege quem tem conduta íntegra, mas o pecado derruba os ímpios.
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Dilúculos "A Existência" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - A Existência Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. A águia comia milho e ração própria para galinhas. Embora fosse o rei de todos os pássaros, essa águia desaprendeu o cume das montanhas, os voos nas nuvens, o frio das alturas, a vista se perdendo no horizonte. Depois de alguns anos, uma raposa que vivia nas montanhas e vira o voo glorioso das águias, viu a águia junto das galinhas e perguntou: “Que é que você faz aqui?” A águia respondeu: “Não sei! Acho que este é o meu lugar”. “Mas você não é galinha”. Disse a raposa. “É uma águia”. Mas não houve argumento que mudasse a cabeça da águia esquecida. Até que a raposa, não aguentando mais ver aquela triste existência de uma águia transformada em galinha, agarrou a águia à força, e a levou até o alto de uma montanha. A pobre águia começou a cacarejar de terror, mas a raposa não teve compaixão; jogou-a no vazio do abismo. Foi então que o pavor, misturado à memória que ainda morava no seu coração de águia, fez as asas baterem, a princípio em pânico, mas pouco a pouco com tranquila dignidade, até se abrirem confiantes, reconhecendo aquele espaço imenso que lhe fora roubado. E a águia finalmente compreendeu sua existência. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...
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Dilúculos "Animal" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Animal Certa vez Demóstenes, ao defender um homem que corria o risco de ser condenado à pena capital, notando que os juízes estavam desatentos, contou a história de um jovem que alugara um asno para transportar uma carga de Atenas a Mégara. Bem no meio do caminho, ele parou para descansar à sombra do animal. O dono do animal, vendo aquilo, ficou revoltado e moveu-lhe uma ação, asseverando que o outro alugara o animal, não a sua sombra. Neste ponto, o orador interrompeu a narração e os juízes lhe pediram que contasse a conclusão; ele então respondeu que lhe parecia estranho que eles se interessassem mais por uma causa relativa à sombra de um burro do que pela outra, que dizia respeito a uma vida humana. “Chegará o dia em que os homens conhecerão o íntimo dos animais, e nesse dia um crime contra um animal será um crime contra a humanidade”. Leonardo da Vinci (Séc. XV) In: Fragmentos de Leonardo da Vinci
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Dilúculos "Um bom conselho" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Um bom conselho Um discernimento em clima de escuta. De comunicação de vida profunda. De reflexão intensa e constante. De diálogo sincero consigo e o outro. Esse é o clima para um bom conselho. O conselho certo, não é uma opinião, pois a resposta das questões que emitimos opiniões; nem sempre são soluções de problemas que afligem os outros. A vida não muda; mas também não se explica com um conselho. De resto, eu diria de bom grado, que um homem, por mais experiente que seja; quanto ao que é humano; quanto ao que está fora de sua conceção; não merece todo o crédito quando aconselha. E o privilégio de aconselhar, que deve ser dado somente aos sábios, não se deve ser creditado a quem o quiser. Muitas vezes - aconselhar - não é outra coisa senão o controle e registro das projeções de nossa própria subjetividade. Neste caso e por experiência, ao avaliar conselhos e conselheiros, sou da opinião de Montaigne, de que mais vale tender para a paciência do que para a pressa, nas coisas de difícil comprovação e arriscada credibilidade. Sem, contudo, deixar de imitar as grandes almas.
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Dilúculos "Humor" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Humor Havia então nas grandes montanhas de Lushan, a cujo sopé vivia uma grande sociedade de ilustres budistas Zen, um chefe, grande erudito, que tratou de fazer com que um mestre cristão e mais dois outros sábios entrassem para a Sociedade do Lótus. Um dia convidaram o mestre cristão para uma reunião; ele acedeu sob a condição de que o deixassem beber vinho. Concordou-se com esta infração às regras budistas, e o mestre compareceu à reunião. Mas, quando se tratou de inscrever seu nome como membro da sociedade, franziu as sobrancelhas e retirou-se. E de tamanha importância era aquela sociedade, que um poeta tão notável como Hsieh Lingyün teve sempre grande desejo de entrar nela, mas não o conseguiu. Mas o chefe budista correu atrás do mestre cristão, acompanhado dos outros dois convidados ilustres. Eram, pois, três convidados, nosso mestre representava o cristianismo, um outro o confucionismo e ainda um outro o taoísmo. Eram, pois, quatro, em um grupo e o chefe representava o budismo. O nosso mestre fez com que o grupo caminhasse conversando até certa ponte nos arredores do mosteiro Zen. O chefe do mosteiro fizera o voto, para toda a vida, de nunca ir além de certa ponte em seus passeios diários, mas neste dia em que ele e os outros amigos se despediam do mestre cristão, tão agradavelmente estavam empenhados na conversação, que o chefe passou a ponte sem dar por isso. Quando lho fizeram notar, riram-se os quatro às gargalhadas. Este incidente dos quatro anciãos a rir, tornou-se tema de pinturas populares na China, porque simbolizava a felicidade e a alegria de quatro almas despreocupadas, sábias, que representavam quatro religiões unidas pelo sentido do humor. “A alegria verdadeira para tornar-se manifesta não tem necessidade de um lábio loquaz”. Pietro Metastásio (Séc. XVIII) In: José Reconhecido, II
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Dilúculos "Alma" por Durval Baranowske
Mensagens de luz espiritual para iluminar o seu dia por Durval Baranowske Dilúculos - Alma Este célebre poema de William Ernest Henley inspirou Nelson Mandela em sua luta e tornou-se um hino da alma: “A Noite cobre-me negra como breu de ponta a ponta. Eu agradeço aos deuses que existem por minha alma imortal. Nas cruéis garras das circunstâncias, eu não tremo ou me desespero. Sob os duros golpes da sorte, a minha cabeça sangra, mas não se curva. Além deste lugar de raiva e choro, onde paira somente o horror da sombra e ainda assim a ameaça do tempo me encontra, deve-me encontrar destemido. Não importa o quão estreita seja a porta. Não importa o tamanho do castigo. Eu sou o dono do meu destino. Eu sou o capitão da minha alma”. “A alma não está vazia”. Sócrates (Séc. IV a. C.) In: Teeteto de Platão
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